Cozinha Internacional

Carne Agridoce – Sauerbraten (Alemanha)

Carne Agridoce - Sauerbraten

Sauerbraten é uma receita tradicional alemã que consiste num assado de carne, geralmente bovina, marinado numa mistura de ingredientes que lhe conferem o seu característico sabor agridoce. A carne tem de ficar pelo menos 24 horas na marinada, sendo que um bom sauerbraten pode marinar durante vários dias.

É um dos pratos alemães mais conhecidos, havendo variações regionais da receita ao nível dos ingredientes da marinada, molho e acompanhamentos. Tradicionalmente, o prato é servido com couve roxa, bolinhos de batata, batata cozida ou macarrão.

Galeto ao Primo Canto (Rio Grande do Sul)

galeto al primo canto

Galeto ao Primo Canto é uma receita tradicional gaúcha, feita à base de frangos pequenos assados, sendo considerada uma das referências gastronómicas de Rio Grande do Sul, a par do arroz de carreteiro e o churrasco.

Desde a década de 30 do séc. XX que este prato é comercializado em restaurantes, intitulados galeterias, que alcançaram fama, tendo-se disseminado por todo o estado de Rio Grande do Sul.

Moamba de Galinha (Angola)

moamba de galinha

A Moamba (ou Muamba) de Galinha é um dos pratos mais populares de Angola, sendo uma belíssima demonstração da cozinha tradicional daquele país. A receita, além da galinha, é feita com ingredientes como óleo de palma, quiabos, gindungo (piripiri), cebola, abóbora e alho.

Uma receita muita saborosa e igualmente calórica, tradicionalmente servida com Funge de milho ou de mandioca.

Charque Farroupilha

charque

A Revolução Farroupilha, também conhecida por Guerra dos Farrapos, deu-se no Rio Grande do Sul e foi a mais longa revolta brasileira (1835-1845). Na época, esta região do Brasil tinha uma economia baseada na criação de gado e na produção de charque (carne seca), couro, sebo e graxa, que se destinavam ao mercado interno. O charque era vendido em todas as províncias (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e na região nordeste), pois era usado na alimentação dos escravos.

Os produtores gaúchos reclamavam dos altos impostos cobrados pela entrada de seus produtos nas outras províncias e da concorrência “desleal” do Uruguai e da Argentina, países que também produziam e vendiam charque para o Brasil, mas que pagavam um imposto alfandegário baixo. Assim, os produtos importados eram muitas vezes mais baratos que os provenientes do Rio Grande do Sul, o que estava a arruinar a economia gaúcha. A 20 de setembro de 1835, os rio-grandenses, conhecidos como farroupilhas (palavra usada para ridicularizar os simpatizantes das ideias liberais), revoltaram-se contra o governo, obrigando o presidente da província a fugir. A partir de então, a cada 20 de setembro se assinalam os ideais da Revolução Farroupilha, que tinha como objetivo melhorar as condições económicas de Rio Grande do Sul. E é assim que, todos os anos, os gaúchos reafirmam o orgulho nas suas origens.

Tortilha à Espanhola

tortilha à espanhola

Esta tortilha (conhecida em Espanha como tortilla de patatas) é, juntamente com a Paella,  um dos pratos mais emblemáticos da cozinha tradicional espanhola.
A receita, preparada com ingredientes muito acessíveis, próprios da economia de subsistência, é muito simples de confecionar, sendo também muito versátil. Dourada por fora e húmida por dentro, a tortilha pode ser consumida quente, fria ou morna, servida ao pequeno-almoço, ao lanche ou simplesmente como petisco. Pode ainda ser servida como prato principal se for acompanhada com uma salada.
A tortilha é feita unicamente com batatas, cebolas, ovos, azeite e sal. Foram, no entanto, desenvolvidas diversas variações regionais da receita tradicional: com e sem cebola, com pimento verde e vermelho, com presunto…
Embora não haja dados concretos acerca da sua origem, sabe-se que surgiu no norte de Espanha, na região de Navarra, próximo dos Pirinéus. A primeira referência documental da receita, “Memorial de la ratonera”, é datado de 1817, sendo dirigido às Cortes para demonstrar as condições miseráveis em que viviam os camponeses comparativamente aos habitantes das cidades da região, nomeadamente Pamplona. Há uma passagem aludindo que somente com 2 ou 3 ovos as mulheres camponesas conseguiam preparar uma tortilha grande e pesada, misturando batatas, pedaços de pão ou outros ingredientes. Por outro lado, uma lenda associada à receita refere receita que a tortilha foi inventada por acaso por uma camponesa dos montes navarros, certo dia, quando um general bateu à sua porta e pediu jantar. Tudo o que a pobre mulher tinha em casa eram ovos, batatas e azeite. Sem saber o que fazer, acabou por criar uma das receitas mais tradicionais da cozinha culinária espanhola, e um dos pratos mais conhecidos e apreciados em todo o mundo.

Ingredientes: