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Sopa do Espírito Santo (Ilha Terceira)

sopas do Espírito Santo

As festas do Espírito Santo são realizadas desde a Idade Média e ocorrem tradicionalmente aos domingos, durante sete semanas depois da Páscoa. Num misto de profano e religioso, são celebradas em todas as ilhas dos Açores, com especial destaque na Ilha Terceira, onde o culto foi mais difundido. Têm o seu ponto culminante na sétima semana de celebração, quando ocorre um almoço, que é confecionado e distribuído pelos participantes (tradição que terá a sua origem na distribuição de pão aos pobres, pela Rainha Santa Isabel), no qual é servida a tradicional sopa do Espírito Santo – concorrente às 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa.
Também conhecida como sopa de carne, a receita difere de ilha para ilha, mas na sua base está sempre um caldo da cozedura de carnes, o pão duro e a  hortelã, que confere aroma e frescura à receita.

Ingredientes:

Cozido à Portuguesa

cozido à portuguesa

Cozido à Portuguesa é um dos pratos de referência na cozinha tradicional portuguesa, muito apreciado aquém e além fronteiras. A receita é feita à base um cozido de carnes, enchidos, legumes e vegetais variados, criando um prato colorido, aromático e muito saboroso. No seu todo, é um prato intenso e rico, ideal para os dias frios do Inverno.

No que diz respeito aos legumes e vegetais, por norma cozem-se feijões, batatas, cenouras, nabos, couves e hortelã. Nas carnes, encontram-se uma mistura de carnes de ave, porco e vaca – frango ou galinha, entrecosto, entremeada, orelha e chispe de porco e carne de vaca. Os enchidos típicos são o chouriço (de carne e de sangue), a farinheira e a morcela.

Tripas à moda do Porto

tripas à moda do Porto

Tripas à moda do Porto é o prato mais tradicional da cidade do Porto, sendo confecionado com diferentes tipos de carne (mão de vitela e chispe de porco), tripas (folhos, favos e touca – ou seja, dobrada, como se designa nas regiões mais a sul de Portugal), enchidos diversos e feijão branco. Este prato de carne, afamado aquém e além fronteiras de Portugal, foi um dos finalistas das 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa.

A receita remonta ao final da Idade Média e está intimamente relacionada com a história da cidade e dos seus habitantes. Além de ser uma das glórias do Porto, o prato daria o nome aos habitantes da cidade, conhecidos vulgarmente por tripeiros.  Na altura em que foi criada a receita, a carne não tinha os acompanhamentos da receita atual, até porque o feijão foi introduzido em Portugal após esta época, já na sequência dos Descobrimentos Portugueses; na época, as tripas eram simplesmente acompanhadas com fatias de pão escuro. De entre as várias lendas associadas à criação do prato, a que parece ser efetivamente verídica é a de que o povo, aquando da partida das naus para os Descobrimentos, terá respondido ao apelo  do Infante Dom Henrique, fornecendo as embarcações e enchendo as barricas de madeira com carne salgada. Para o seu consumo, a população ficou somente com as miudezas para confecionar, incluindo as tripas. Foi com elas que tiveram de inventar alternativas alimentares, surgindo assim este prato, também ele símbolo da capacidade de resistência e adaptação da população portuense.

Sopas do Espírito Santo (Açores)

sopas do Espírito Santo

Entre as várias receitas de sopas açorianas, as mais populares são as do Espírito Santo, também conhecidas por Sopas do Império. Há quem afirme que estas sopas são características da ilha Terceira e do Faial, mas é possível encontrá-las em todas as ilhas, variando a receita consoante a freguesia.
Estas sopas integram a ementa da tradicional festa do Espírito Santo, sendo confecionadas entre o Domingo de Pentecostes e outubro. No último dia das celebrações, o sétimo Domingo depois da Páscoa, é feita a sopa do Espírito Santo, com carne e legumes, sendo distribuída com pão a todos os que não pertencem ao império local.
Na base da confeção desta sopa está o pão seco, que é barrado com manteiga e posteriormente coberto com a água em que se cozeu a carne.

Ingredientes:

Canja de Galinha

canja de galinha

A canja de galinha é uma sopa típica portuguesa, extremamente simples de confecionar e muito reconfortante, sobretudo nos dias mais frios. Tem por base o caldo onde é cozida a carne, ao qual se junta arroz ou massa, dependendo da região e/ou costumes de quem faz a receita.
A esta sopa está associada a crença popular de que ajuda a restabelecer de doenças, especialmente a constipação. A canja é particularmente recomendada no tratamento da diarreia, a fim de combater a desidratação. Em certas regiões de Portugal, existe ainda a tradição de, depois do parto, as mulheres comerem somente canja durante algumas semanas.
Esta receita tradicional portuguesa é de origem asiática, tendo o nome derivado de kanji, um ensopado de arroz indiano típico da Província de Malabar, região onde fica atualmente Goa, antiga colónia portuguesa na Índia. Os portugueses terão aproveitado a popularidade desta mistura de água com arroz para criar uma sopa saborosa, incrementando a galinha, temperos e legumes.
Embora esta sopa seja uma refeição comum, durante todo o ano, à mesa de praticamente todas as famílias portuguesas, em regiões como Trás-os-Montes e Alto Douro é uma das receitas tradicionais de Natal.
A canja, além de ser muito saborosa, é uma receita prática, barata, simples de fazer e saudável, pois é nutritiva e tem poucas calorias, sendo-lhe reconhecidas igualmente propriedades anti-inflamatórias.

Ingredientes: