Cabrito Assado à Transmontana

cabrito assado à transmontana

Trás-os-Montes é uma região de montanha, com uma fauna diversificada, onde a criação de gado caprino encontra excelentes condições ambientais para se desenvolver. Não é, pois, de estranhar que o cabrito seja uma das grandes referências da riquíssima cozinha transmontana, sendo uma das receitas tradicionais de Natal mais procuradas em Portugal.

Tradicionalmente, o cabrito era assado em forno a lenha, que ainda é muito utilizado na região, dando um sabor indiscutivelmente melhor a este prato de carne. Atualmente, os fornos elétricos e a gás ganham cada vez mais relevância, não anulando de forma alguma o aroma, paladar e qualidade característicos desta receita tradicional.
O cabrito é cortado em pedaços e assado no forno com batatas e castanhas.

Espetada Madeirense

espetada madeirense

A espetada madeirense é um prato da cozinha tradicional conhecido e apreciado aquém e além fronteiras de Portugal, assumindo designações diferentes consoante o país ou ingredientes utilizados. É o prato típico madeirense por excelência, sendo originalmnete confecionado com carne de vaca e em espetos do pau de loureiro. A carne para a confeção da espetada madeirense deve ser tenra e suculenta, com uma camada de gordura na parte exterior da peça.

Durante muito tempo estas espetadas só era servidas nos arraiais ou romarias madeirenses. Estas festas eram uma das raras oportunidades para que os populares pudessem comer carne de vaca, que devido ao seu custo só ia à mesa da população menos abastada, “de festa a festa”. Foi só nos anos 50 do séc. XX que esta espetada da gastronomia tradicional madeirense foi introduzida na restauração, pela mão de Francisco da Silva Freitas, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, que instituiu o primeiro restaurante de espetadas na Madeira. Pelo facto de ter sido introduzida na restauração madeirense no Estreito de Câmara de Lobos, a origem desta espetada passou a estar ligada a este local, embora as suas origens sejam de cariz popular.

Pezinhos de Coentrada (Alentejo)

pezinhos de coentrada

Os pezinhos de coentrada são um dos muitos aperitivos de referência da riquíssimo cozinha tradicional alentejana. Como noutros comeres da região, também este prato transforma ingredientes simples em iguarias de eleição pelo prodígio dos alhos e dos coentros.

Este prato típico é geralmente servido sob a forma de sopas de pão, tão marcantes na  gastronomia do Alentejo. Existem várias formas de o preparar, algumas delas com carne de borrego, mas a receita original é feita com pezinhos de porco.

Pastéis de Bacalhau

pastéis de bacalhau

Esta especialidade da cozinha tradicional portuguesa é conhecida por pastéis de bacalhau, nas regiões centro e sul de Portugal, e por bolinhos de bacalhau, no norte do país. A primeira receita oficial data de 1904.

Estes pastéis podem ser servidos como entrada ou como acompanhamento de arroz de tomate ou salada de feijão-frade; são ainda muito populares como petisco em adegas e tavernas típicas em Portugal e em países lusófonos, como Angola e Brasil. Em várias regiões do país, são tradicionalmente servidos nas celebrações natalícias. São também comummente feitos como aproveitamento das sobras do bacalhau e batatas do Natal, à semelhança da Roupa Velha, podendo ser congelados e aproveitados em várias ocasiões, nomeadamente no Ano Novo.

Bacalhau à Luziamar (Viana do Castelo)

Bacalhau à Luziamar (Viana do Castelo)

Este prato de bacalhau, típico de Viana do Castelo, no norte de Portugal, popularizou-se e é hoje uma das referências da cozinha portuguesa.

Trata-se de uma receita farta, pelos ingredientes que leva e modo de confeção. É feita com lombos fritos de bacalhau, acompanhados com um refogado de cebola e tomate, rodeado de puré de batata. No final, vai ao forno a gratinar, coberto com presunto, pickles, maionese, tiras de pimentos, azeitonas e salpicado com queijo ralado.

Ingredientes: