Feijoada de Javali (Trás-os-Montes e Alto Douro)

feijoada de javali

Feijoada de javali é um prato de caça que existe em diferentes regiões de Portugal, apresentando pequenas variantes na receita decorrentes das tradições gastronómicas de cada uma delas. Este prato particularmente é oriundo do distrito de Bragança, no nordeste Transmontano, com grande incidência na Serra de Montesinho, onde se pratica a caça ao javali. Este tipo de caça grossa está, no entanto, confinada a algumas coutadas e só os sócios podem participar.

A carne de javali é escura e muito apreciada por quem a prova, caracterizando-se por não ter muita gordura, ser praticamente isenta de colesterol e bastante rica em proteínas e sais minerais. No entanto, a carne do macho tem, normalmente, um sabor muito intenso, pelo que é necessária uma boa preparação e aplicação de temperos.

Caldo Verde (Marco de Canaveses)

caldo verde

O caldo verde, que foi nomeado uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal,  é uma das sopas mais tradicionais da cozinha portuguesa. Embora seja muito conhecida e apreciada em todo o país, tem uma grande expressão na região norte de Portugal, havendo pequenas variantes como a que aqui apresentamos, oriunda do Marco de Canaveses.  Além do puré de batata e da couve portuguesa, o chouriço de carne (ou o salpicão) são ingredientes fundamentais que dão o sabor característico a esta maravilhosa sopa da cozinha tradicional portuguesa.

Ingredientes:

Alcatra da Ilha Terceira (Açores)

Alcatra da Ilha Terceira (Açores)

A alcatra é um prato muito aromático, sendo considerado um ex libris da cozinha tradicional da ilha Terceira, nos Açores. Este prato de carne é tradicionalmente confecionado num alguidar de barro vermelho, não vidrado, alto e ligeiramente afunilado, sendo as quantidades da receita ajustadas ao seu tamanho, uma vez que há à venda alguidares de diferentes dimensões. No entanto, se não tiver um destes alguidares típicos, poderá confecionar o prato num tacho de barro, muito comum na cozinha tradicional portuguesa.

Existem várias versões da receita, embora com variações sobretudo nos temperos, que são aplicados a gosto. Antigamente a alcatra era feita com vinho de cheiro, um vinho tinto feito a partir de uvas de casta americana com que se replantaram as vinhas açorianas após uma praga no século XIX. Atualmente, é comum usar-se o vinho branco (ou o tinto, em algumas receitas) na confeção da receita.

Kapustnica (Sopa de Natal – Eslováquia)

kapustnica

Na Eslováquia, tal como na Polônia, as famílias católicas dão início à celebração do Natal com uma ceia, quando a primeira estrela aparece no céu. A Kapustnica não pode pode faltar à mesa da festa de Natal e cada família tem a sua própria variação da receita tradicional. Algumas famílias comem esta sopa durante 12 dias, desde a ceia de Natal, a 24 de dezembro, até 6 de janeiro.
Trata-se de uma sopa marcadamente festiva, feita com ameixas, cogumelos e enchidos. No entanto, o segredo da receita é o chucrute (um repolho ralado e fermentado, muito apreciado nos países da Europa setentrional).
A sopa fica ainda melhor no dia a seguir ao da confeção, pois os sabores ficam mais ligados uns aos outros. Basta aquecer e acrescentar um pouco de água se estiver muito grossa (de qualquer forma, a Kapustnica é uma sopa espessa). Bom apetite!

Ingredientes:

Caldo Verde (Minho)

caldo verde à minhota

O caldo verde é uma sopa da cozinha  tradicional portuguesa, feita à base de puré de batata e couve portuguesa, cortada muito finamente. Embora sendo típica da região norte de Portugal, esta sopa é muito apreciada e conhecida aquém e além fronteiras, sendo mesmo uma das mais célebres receitas tradicionais do país.

Além dos ingredientes típicos que compõem o caldo verde (puré de batata, couve, chouriço e azeite), a receita do Minho caracteriza-se pela inclusão da broa de milho, sendo a sopa servida em malgas.