Sopas do Espírito Santo (Açores)

sopas do Espírito Santo

Entre as várias receitas de sopas açorianas, as mais populares são as do Espírito Santo, também conhecidas por Sopas do Império. Há quem afirme que estas sopas são características da ilha Terceira e do Faial, mas é possível encontrá-las em todas as ilhas, variando a receita consoante a freguesia.
Estas sopas integram a ementa da tradicional festa do Espírito Santo, sendo confecionadas entre o Domingo de Pentecostes e outubro. No último dia das celebrações, o sétimo Domingo depois da Páscoa, é feita a sopa do Espírito Santo, com carne e legumes, sendo distribuída com pão a todos os que não pertencem ao império local.
Na base da confeção desta sopa está o pão seco, que é barrado com manteiga e posteriormente coberto com a água em que se cozeu a carne.

Ingredientes:

Açorda de Sável (Ribatejo)

açorda de sável

O sável é um peixe gordo, sendo atualmente conhecida  e valorizada na gastronomia a importância para a saúde dos ácidos gordos encontrados neste tipo de peixe.

A açorda de sável é um prato típico do Ribatejo, região marcada pelo rio e dominada pelo modo de vida ribeirinho. Esta açorda acompanha tradicionalmente o sável frito, sendo a cabeça e ovas aproveitadas para preparar esta conhecida especialidade da cozinha tradicional. Existem algumas variantes noutras regiões do país,  mas não alteram o essencial da receita.

Ingredientes:

Polvo Assado no Forno (Açores)

polvo assado no forno à moda dos Açores

O polvo é um alimento de excelência em termos nutricionais e nas utilidades culinárias que lhe podemos dar – cozido, frito, guisado, grelhado ou estufado, liga-se na perfeição aos demais ingredientes, criando pratos deliciosos. Mas, apesar de ter uma grande expressão na cozinha portuguesa, de serem várias as formas de o confecionar, da sua presença marcante (de norte a sul do país) na ceia da Consoada, as receitas de polvo que têm maior relevância gastronómica são as dos Açores. Exemplo disso é esta receita, que representou o arquipélago na eleição das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, na categoria dos pratos de peixe, tendo sido uma das finalistas.

O polvo assado no forno é confecionado em todas as ilhas dos Açores, de diversas formas, mas foi em Ponta Delgada, nas décadas 50 e 60 do séc. XX, que a receita adquiriu o estatuto que lhe permitiu tornar-se um ex-libris gastronómico, sendo um prato de referência na ceia de Natal.

Água de Unto (Minho)

água de unto

Esta é uma das receitas de sopas mais populares do Minho, tradicionalmente comida, no dia a dia, pelas pessoas que trabalham no campo. É uma sopa consistente e, por isso, durante a guerra, quando escasseava o açúcar, comia-se Água de Unto ao pequeno-almoço para retemperar as energias e enfrentar um novo dia de trabalho no campo.

Ingredientes:

Coelho à Caçador

coelho à caçador

Esta receita tem as suas raízes na tradição da caça ao coelho bravo. A facilidade de reprodução deste animal e o elevado número que podem atingir foram os grandes impulsionadores para que os homens os caçassem, a fim de protegerem as colheitas. As peles do coelho poderiam ser comercializadas ou usadas para fazer brincadeiras com as crianças das aldeias.

A carne do coelho bravo, com o seu sabor característico, rapidamente se tornou na base de diversos pratos tradicionais, havendo verdadeiros comensais em volta da mesa para saborear o fruto de uma caçada bem sucedida.