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Cozido à Portuguesa

cozido à portuguesa

Cozido à Portuguesa é um dos pratos de referência na cozinha tradicional portuguesa, muito apreciado aquém e além fronteiras. A receita é feita à base um cozido de carnes, enchidos, legumes e vegetais variados, criando um prato colorido, aromático e muito saboroso. No seu todo, é um prato intenso e rico, ideal para os dias frios do Inverno.

No que diz respeito aos legumes e vegetais, por norma cozem-se feijões, batatas, cenouras, nabos, couves e hortelã. Nas carnes, encontram-se uma mistura de carnes de ave, porco e vaca – frango ou galinha, entrecosto, entremeada, orelha e chispe de porco e carne de vaca. Os enchidos típicos são o chouriço (de carne e de sangue), a farinheira e a morcela.

Tripas à moda do Porto

tripas à moda do Porto

Tripas à moda do Porto é o prato mais tradicional da cidade do Porto, sendo confecionado com diferentes tipos de carne (mão de vitela e chispe de porco), tripas (folhos, favos e touca – ou seja, dobrada, como se designa nas regiões mais a sul de Portugal), enchidos diversos e feijão branco. Este prato de carne, afamado aquém e além fronteiras de Portugal, foi um dos finalistas das 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa.

A receita remonta ao final da Idade Média e está intimamente relacionada com a história da cidade e dos seus habitantes. Além de ser uma das glórias do Porto, o prato daria o nome aos habitantes da cidade, conhecidos vulgarmente por tripeiros.  Na altura em que foi criada a receita, a carne não tinha os acompanhamentos da receita atual, até porque o feijão foi introduzido em Portugal após esta época, já na sequência dos Descobrimentos Portugueses; na época, as tripas eram simplesmente acompanhadas com fatias de pão escuro. De entre as várias lendas associadas à criação do prato, a que parece ser efetivamente verídica é a de que o povo, aquando da partida das naus para os Descobrimentos, terá respondido ao apelo  do Infante Dom Henrique, fornecendo as embarcações e enchendo as barricas de madeira com carne salgada. Para o seu consumo, a população ficou somente com as miudezas para confecionar, incluindo as tripas. Foi com elas que tiveram de inventar alternativas alimentares, surgindo assim este prato, também ele símbolo da capacidade de resistência e adaptação da população portuense.