Pratos de Carne

Charque Farroupilha

charque

A Revolução Farroupilha, também conhecida por Guerra dos Farrapos, deu-se no Rio Grande do Sul e foi a mais longa revolta brasileira (1835-1845). Na época, esta região do Brasil tinha uma economia baseada na criação de gado e na produção de charque (carne seca), couro, sebo e graxa, que se destinavam ao mercado interno. O charque era vendido em todas as províncias (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e na região nordeste), pois era usado na alimentação dos escravos.

Os produtores gaúchos reclamavam dos altos impostos cobrados pela entrada de seus produtos nas outras províncias e da concorrência “desleal” do Uruguai e da Argentina, países que também produziam e vendiam charque para o Brasil, mas que pagavam um imposto alfandegário baixo. Assim, os produtos importados eram muitas vezes mais baratos que os provenientes do Rio Grande do Sul, o que estava a arruinar a economia gaúcha. A 20 de setembro de 1835, os rio-grandenses, conhecidos como farroupilhas (palavra usada para ridicularizar os simpatizantes das ideias liberais), revoltaram-se contra o governo, obrigando o presidente da província a fugir. A partir de então, a cada 20 de setembro se assinalam os ideais da Revolução Farroupilha, que tinha como objetivo melhorar as condições económicas de Rio Grande do Sul. E é assim que, todos os anos, os gaúchos reafirmam o orgulho nas suas origens.

Lombo de Porco à Moda do Sul

lombo de porco à moda do sul

Dentre os vários pratos da riquíssima cozinha brasileira, este é um dos mais tradicionais pratos sulistas. Trata-se de uma receita simples e muito prática para o dia-a-dia que combina o lombo de porco com a maçã. O contraste de sabores, doce e salgado, é uma das características mais marcantes deste prato de carne.

Ingredientes:

Empada de Coelho Bravo com Arroz de Pinhão e Passas (Alentejo)

empada de coelho bravo com arroz de pinhão e passas

Este prato tradicional de caça, típico do Alentejo, é preparado a partir do coelho bravo e da utilização de ingredientes disponíveis na zona, como é característico na gastronomia alentejana.

O coelho deve ser arranjado e cozido preferencialmente na véspera da confeção do prato, ficando a absorver os temperos durante a noite, o que o deixa muito tenro. O resultado final é uma maravilhosa e apelativa combinação de sabores e texturas.

Ingredientes:

Escalopes à Moda de Viena (Áustria)

escalopes à moda de Viena

Wiener schnitzel é a designação tradicional deste prato de carne, um dos mais conceituados da gastronomia austríaca. No Brasil, é conhecido como Bife à Milanesa, sendo que, em português, de uma forma geral, é designado simplesmente “panado” ou “panadinho”.

Pensa-se que o prato tenha tido origem em Bizâncio, uma cidade da Grécia Antiga, tendo a receita sido levada para a Península Ibérica por comerciantes árabes durante a Idade Média e, posteriormente, para a Itália. No século XV, os habitantes de Veneza ostentavam a sua riqueza colocando grãos de ouro sobre a comida. No entanto, surgiu uma lei a proibi-lo e, a partir de então, o ouro passou a ser substituído pelo pão ralado, que se mantém até aos dias de hoje.

Cozido à Portuguesa

cozido à portuguesa

Cozido à Portuguesa é um dos pratos de referência na cozinha tradicional portuguesa, muito apreciado aquém e além fronteiras. A receita é feita à base um cozido de carnes, enchidos, legumes e vegetais variados, criando um prato colorido, aromático e muito saboroso. No seu todo, é um prato intenso e rico, ideal para os dias frios do Inverno.

No que diz respeito aos legumes e vegetais, por norma cozem-se feijões, batatas, cenouras, nabos, couves e hortelã. Nas carnes, encontram-se uma mistura de carnes de ave, porco e vaca – frango ou galinha, entrecosto, entremeada, orelha e chispe de porco e carne de vaca. Os enchidos típicos são o chouriço (de carne e de sangue), a farinheira e a morcela.