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Mão de Vaca com Grão | Meia-unha

Mão de vaca com grão

Este prato típico da cozinha tradicional portuguesa, também conhecido como Meia-unha, é feito à base de mão de vaca e grão de bico. Além destes ingredientes, também inclui ingredientes como a cenoura, azeite, chouriço de carne, tomate e vinho branco .

A receita remonta aos finais do séc. XVIII, tendo a sua origem na Malveira, onde era vendido numa feira local anual. Esta tradição manteve-se até à atualidade, sendo um dos pratos de referência em todas as tabernas da Malveira, sobretudo nos dias de feira.

Sopa Seca do Cozido à Portuguesa (Minho)

sopa seca do cozido à porttuguesa

Esta sopa, oriunda da região do Minho, é feita com o aproveitamento das sobras do Cozido à Portuguesa, sendo uma variante da tradicional sopa caldosa do cozido. Por todo o país as há, com pequenas alterações no modo de confeção ou na junção de ingredientes, mas no essencial são todas elas muito idênticas à sopa minhota.
Caso não tenham sobrado do cozido quantidades suficientes dos ingredientes necessários para a sopa, poderá preparar ingredientes de modo a perfazer as quantidades indicadas ou então adaptá-las, fazendo uma sopa mais pequena.

Ingredientes:

Arroz de Sarrabulho (Ponte de Lima)

arroz de sarrabulho

O Arroz de Sarrabulho é um prato da cozinha tradicional portuguesa, originário de Ponte de Lima, sendo um dos mais genuínos do Alto Minho. Confecionado com vários tipos de carne (porco, vaca e galinha), sangue de porco e diversas especiarias, acompanha com os rojões à moda do Minho, belouras, tripas enfarinhadas ou batatas alouradas.

Esta receita tradicional surgiu nos meados do século XIX pelas mãos da cozinheira Clara Penha. Em 2006, foi criada a confraria do Arroz de Sarrabulho à moda de Ponte de Lima, a fim de divulgar e realçar o valor gastronómico e histórico deste prato.

Cozido à Portuguesa

cozido à portuguesa

Cozido à Portuguesa é um dos pratos de referência na cozinha tradicional portuguesa, muito apreciado aquém e além fronteiras. A receita é feita à base um cozido de carnes, enchidos, legumes e vegetais variados, criando um prato colorido, aromático e muito saboroso. No seu todo, é um prato intenso e rico, ideal para os dias frios do Inverno.

No que diz respeito aos legumes e vegetais, por norma cozem-se feijões, batatas, cenouras, nabos, couves e hortelã. Nas carnes, encontram-se uma mistura de carnes de ave, porco e vaca – frango ou galinha, entrecosto, entremeada, orelha e chispe de porco e carne de vaca. Os enchidos típicos são o chouriço (de carne e de sangue), a farinheira e a morcela.

Tripas à moda do Porto

tripas à moda do Porto

Tripas à moda do Porto é o prato mais tradicional da cidade do Porto, sendo confecionado com diferentes tipos de carne (mão de vitela e chispe de porco), tripas (folhos, favos e touca – ou seja, dobrada, como se designa nas regiões mais a sul de Portugal), enchidos diversos e feijão branco. Este prato de carne, afamado aquém e além fronteiras de Portugal, foi um dos finalistas das 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa.

A receita remonta ao final da Idade Média e está intimamente relacionada com a história da cidade e dos seus habitantes. Além de ser uma das glórias do Porto, o prato daria o nome aos habitantes da cidade, conhecidos vulgarmente por tripeiros.  Na altura em que foi criada a receita, a carne não tinha os acompanhamentos da receita atual, até porque o feijão foi introduzido em Portugal após esta época, já na sequência dos Descobrimentos Portugueses; na época, as tripas eram simplesmente acompanhadas com fatias de pão escuro. De entre as várias lendas associadas à criação do prato, a que parece ser efetivamente verídica é a de que o povo, aquando da partida das naus para os Descobrimentos, terá respondido ao apelo  do Infante Dom Henrique, fornecendo as embarcações e enchendo as barricas de madeira com carne salgada. Para o seu consumo, a população ficou somente com as miudezas para confecionar, incluindo as tripas. Foi com elas que tiveram de inventar alternativas alimentares, surgindo assim este prato, também ele símbolo da capacidade de resistência e adaptação da população portuense.