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Bacalhau da Consoada (Minho)

bacalhau da consoada

Uma das tradições gastronómicas mais enraizadas em Portugal na celebração do Natal é o bacalhau, servido na ceia da consoada, no dia 24 de dezembro. Este bacalhau, típico da região do Minho, é uma alternativa ao tradicional Bacalhau cozido com Todos (bacalhau, batata, couve, cenoura, grão e ovo) que a generalidade das famílias portuguesas come na ceia de Natal. Torna-se um prato mais requintado, uma vez que o bacalhau é servido às lascas grossas e sem espinhas. Existem algumas aldeias onde as batatas são cozidas com a pele.

O bacalhau da consoada é servido com um molho de azeite quente, à parte, temperado com alhos e vinagre.

Pezinhos de Coentrada (Alentejo)

pezinhos de coentrada

Os pezinhos de coentrada são um dos muitos aperitivos de referência da riquíssimo cozinha tradicional alentejana. Como noutros comeres da região, também este prato transforma ingredientes simples em iguarias de eleição pelo prodígio dos alhos e dos coentros.

Este prato típico é geralmente servido sob a forma de sopas de pão, tão marcantes na  gastronomia do Alentejo. Existem várias formas de o preparar, algumas delas com carne de borrego, mas a receita original é feita com pezinhos de porco.

Pastéis de Bacalhau

pastéis de bacalhau

Esta especialidade da cozinha tradicional portuguesa é conhecida por pastéis de bacalhau, nas regiões centro e sul de Portugal, e por bolinhos de bacalhau, no norte do país. A primeira receita oficial data de 1904.

Estes pastéis podem ser servidos como entrada ou como acompanhamento de arroz de tomate ou salada de feijão-frade; são ainda muito populares como petisco em adegas e tavernas típicas em Portugal e em países lusófonos, como Angola e Brasil. Em várias regiões do país, são tradicionalmente servidos nas celebrações natalícias. São também comummente feitos como aproveitamento das sobras do bacalhau e batatas do Natal, à semelhança da Roupa Velha, podendo ser congelados e aproveitados em várias ocasiões, nomeadamente no Ano Novo.

Açorda à Alentejana

açorda alentejana

A açorda à alentejana, também conhecida como sopa «azeiteira» ou «sopa mestra». é uma receita tradicional do Alentejo, feita à base de alho, sal, azeite e pão fatiado, preferencialmente caseiro e duro. A este preparado acrescentam-se ervas aromáticas como o coentro ou o poejo, sendo geralmente acompanhado com ovos escalfados, que também podem ser cozidos, e azeitonas. A açorda, que foi um dos pratos finalistas às 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa, pode ainda ser servida com peixe fresco (cozido ou frito) ou bacalhau. Fora do Alentejo, esta sopa é um dos pratos típicos da gastronomia alentejana mais conhecidos.

A receita tem muitas variantes, influenciadas sobretudo pela mudança de estações, e não da região onde é confecionada, como acontece frequentemente na cozinha tradicional.

Água de Unto (Trás-os-Montes)

água de unto Trás-os-Montes

A água de unto é uma sopa tradicional da região norte de Portugal, nomeadamente na região de Trás-os-Montes e do Minho (consulte aqui a receita minhota).
Em Trás-os-Montes, esta sopa, à base de um caldo de unto com pão de centeio, é tradicionalmente comida no inverno, ao pequeno-almoço, por agricultores e pastores antes de enfrentarem um dia de trabalho. É uma sopa saborosa, semelhante à açorda alentejana.

Ingredientes: