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O prazer de um lanche ajantarado

O prazer de um lanche ajantarado

Os lanches dos fins de semana, com familiares ou amigos, que se prolongam até à hora de jantar, sem pressas, são momentos marcantes de convívio e bem-estar. Tendem a ser mais consistentes do que o lanche normal e, não raro, são o complemento ideal para um jantar leve, normalmente sopa. A comida intercala-se com as histórias contadas, os jogos e os risos trocados, ganhando um novo sabor.

Se o lanche for em sua casa, experimente algumas das sugestões que se seguem para garantir a diversidade e o bom gosto.

Açorda de Bacalhau à Alentejana

açorda de bacalhau à alentejana

A açorda de bacalhau é uma sopa tradicional alentejana, muito fácil e rápida de preparar. Trata-se de uma receita confecionada geralmente com pão duro, bacalhau, ovos, alho e muitos coentros, regados com azeite e o caldo de cozedura do bacalhau. Os coentros dão a esta sopa um perfume característico, que se envolve agradavelmente com o aroma do peixe.
Este prato típico da cozinha tradicional alentejana é especialmente apreciado no inverno, quando os dias estão mais frios.

Ingredientes:

Tortilha à Espanhola

tortilha à espanhola

Esta tortilha (conhecida em Espanha como tortilla de patatas) é, juntamente com a Paella,  um dos pratos mais emblemáticos da cozinha tradicional espanhola.
A receita, preparada com ingredientes muito acessíveis, próprios da economia de subsistência, é muito simples de confecionar, sendo também muito versátil. Dourada por fora e húmida por dentro, a tortilha pode ser consumida quente, fria ou morna, servida ao pequeno-almoço, ao lanche ou simplesmente como petisco. Pode ainda ser servida como prato principal se for acompanhada com uma salada.
A tortilha é feita unicamente com batatas, cebolas, ovos, azeite e sal. Foram, no entanto, desenvolvidas diversas variações regionais da receita tradicional: com e sem cebola, com pimento verde e vermelho, com presunto…
Embora não haja dados concretos acerca da sua origem, sabe-se que surgiu no norte de Espanha, na região de Navarra, próximo dos Pirinéus. A primeira referência documental da receita, “Memorial de la ratonera”, é datado de 1817, sendo dirigido às Cortes para demonstrar as condições miseráveis em que viviam os camponeses comparativamente aos habitantes das cidades da região, nomeadamente Pamplona. Há uma passagem aludindo que somente com 2 ou 3 ovos as mulheres camponesas conseguiam preparar uma tortilha grande e pesada, misturando batatas, pedaços de pão ou outros ingredientes. Por outro lado, uma lenda associada à receita refere receita que a tortilha foi inventada por acaso por uma camponesa dos montes navarros, certo dia, quando um general bateu à sua porta e pediu jantar. Tudo o que a pobre mulher tinha em casa eram ovos, batatas e azeite. Sem saber o que fazer, acabou por criar uma das receitas mais tradicionais da cozinha culinária espanhola, e um dos pratos mais conhecidos e apreciados em todo o mundo.

Ingredientes:

Bacalhau à Brás

bacalhau à Brás

O bacalhau à Brás é um prato típico da cozinha portuguesa, de confeção simples, sendo um dos mais afamados pratos de bacalhau. A sua popularidade levou-o além fronteiras de Portugal, sendo também possível encontrá-lo em ementas espanholas, onde recebe a designação de “revuelto de bacalao a la portuguesa”.
A receita, feita com bacalhau desfiado, batata frita em palha, ovos mexidos e salsa, terá sido criada por um taberneiro do Bairro Alto, em Lisboa, de nome Braz. Devido à grafia do nome do seu autor, este prato também é conhecido como Bacalhau à Braz.

Ingredientes:

Escalopes à Moda de Viena (Áustria)

escalopes à moda de Viena

Wiener schnitzel é a designação tradicional deste prato de carne, um dos mais conceituados da gastronomia austríaca. No Brasil, é conhecido como Bife à Milanesa, sendo que, em português, de uma forma geral, é designado simplesmente “panado” ou “panadinho”.

Pensa-se que o prato tenha tido origem em Bizâncio, uma cidade da Grécia Antiga, tendo a receita sido levada para a Península Ibérica por comerciantes árabes durante a Idade Média e, posteriormente, para a Itália. No século XV, os habitantes de Veneza ostentavam a sua riqueza colocando grãos de ouro sobre a comida. No entanto, surgiu uma lei a proibi-lo e, a partir de então, o ouro passou a ser substituído pelo pão ralado, que se mantém até aos dias de hoje.