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Perdiz de Escabeche (Beira Interior)

perdiz de escabeche

Perdiz de escabeche é um prato tradicional de caça oriundo da Beira Interior, região onde podemos encontrar diversos pratos desta especialidade. Trata-se de uma receita derivada de tradições muito antigas, típicas da região, em que os homens iam à caça e as mulheres guardavam as perdizes em escabeche para as irem comendo durante todo o Inverno. Na época não havia ainda frigoríficos ou congeladores domésticos para conservar a carne, pelo que as perdizes mantinham-se por longos períodos de tempo – a caça acabava no final de dezembro e as podiam conservar-se até à primavera.

O prato foi um dos finalistas no concurso das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, representando a Beira Interior, na categoria de caça. A confeção baseia-se em ingredientes simples, onde predomina o uso dos temperos e das ervas aromáticas, que intensificam sabores e aromatizam o prato, tornando-o muito apelativo.

Lapas Grelhadas à moda da Madeira

lapas grelhadas da Madeira

As lapas são moluscos que aderem aos rochedos, na costa marítima. São muito apreciadas nas zonas pescatórias dos arquipélagos da Madeira e Açores, podendo ser consumidas grelhadas, de escabeche, em arroz de lapas ou caldeirada de marisco.

Esta iguaria tem um sabor e aroma intenso a mar, que liga muito bem com os temperos que a acompanham. Como entrada, são temperadas com muito alho e grelhadas na sua própria concha. Servem-se ainda quentes, mal acabam de grelhar, numa frigideira e acompanhadas com rodelas de limão.

Bacalhau com Todos

bacalhau com todos

Este prato tradicional de Natal é servido às postas, no jantar da consoada, à mesa de praticamente todas as famílias, com batatas, couve (pencas), cenoura, grão e ovos.
Há regiões do país em que, por tradição, se come o Bacalhau Cozido com Todos nas ocasiões festivas de Todos os santos, Natal,  Ano Novo e Dia de Reis.
O consumo de bacalhau é milenar, recuando ao tempo dos Vickings, mas foi na Idade Média que ganhou maior relevância, devido ao calendário Cristão, imposto pela Igreja Católica. Nos dias de jejum obrigatório, a carne era excluída da alimentação e, por ser muito barato na época, o bacalhau passou a ser o alimento de eleição do povo para as festas religiosas do Natal e da Páscoa. Ao longo dos séculos, o jejum foi perdendo o caráter punitivo próprio da Idade Média e, embora  ainda se mantenha presente na tradição cristã, hoje em dia encarado como uma opção. Já a tradição de comer bacalhau nas épocas festivas se manteve inalterada, sobretudo na ceia de Natal.
Embora o bacalhau seja a grande referência gastronómica, há outros pratos típicos da cozinha portuguesa que compõem a mesa de Natal – como polvocabrito ou peru.

Ingredientes:

Bacalhau da Consoada (Minho)

bacalhau da consoada

Uma das tradições gastronómicas mais enraizadas em Portugal na celebração do Natal é o bacalhau, servido na ceia da consoada, no dia 24 de dezembro. Este bacalhau, típico da região do Minho, é uma alternativa ao tradicional Bacalhau cozido com Todos (bacalhau, batata, couve, cenoura, grão e ovo) que a generalidade das famílias portuguesas come na ceia de Natal. Torna-se um prato mais requintado, uma vez que o bacalhau é servido às lascas grossas e sem espinhas. Existem algumas aldeias onde as batatas são cozidas com a pele.

O bacalhau da consoada é servido com um molho de azeite quente, à parte, temperado com alhos e vinagre.

Sopa de Cação (Alentejo)

sopa de cação

Esta sopa é um exemplo da capacidade criativa da cozinha alentejana e das magníficas combinações de pão e ervas aromáticas, possivelmente herdadas da presença árabe. É muito simples de preparar e tem um aroma intenso deixado pelo peixe e, em grande parte, pelos coentros, muito usuais nos pratos tradicionais do Alentejo.

Trata-se de uma receita incontornável da gastronomia alentejana, podendo também ser feita com bacalhau – nesse caso, recebe o nome de sopa de bacalhau com molho de cação. Este peixe, da família do tubarão e da raia, era dos poucos peixes de mar que chegava fresco à maioria da população – não só porque aguentava melhor o transporte, mas também porque era dos mais baratos. No entanto, nos tempos mais difíceis, a sopa não era sequer confecionada com cação, consistia apenas no caldo que serve de base à receita, a que os trabalhadores davam o nome de sopa branca.