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Cozido das Furnas (Ilha de S. Miguel)

cozido das Furnas (Ilha de S. Miguel)

Este é um dos pratos tradicionais mais emblemáticos da ilha de S. Miguel, nos Açores, sendo cozido nas caldeiras naturais da Lagoa das Furnas.
Para o confecionar, os vários ingredientes são colocados numa panela, que é submersa na terra junto às caldeiras, sendo cozinhado pelo calor natural emanado da atividade vulcânica.
Aqui descrevemos a forma tradicional de confecionar a receita. No entanto, provavelmente não residirá nos Açores, junto às caldeiras naturais das Furnas, pelo que terá de adaptar a preparação do cozido à sua realidade. Deste modo, poderá colocar o tacho no forno a lenha ou, na falta deste, no forno elétrico. É claro que a receita não ficará com o sabor característico de quando é confecionada na ilha, em que sobressai um certo paladar a enxofre, próprio das matérias vulcânicas, mas não deixará de ser um cozido à moda das Furnas…

Ingredientes:

Polvo Guisado à moda de S. Miguel (Açores)

polvo guisado

Saiba como confecionar este prato tradicional da cozinha açoriana, um dos mais representativos da gastronomia do arquipélago, ocupando um lugar de destaque à mesa na ceia de Natal. O polvo guisado pode ser servida como prato principal, sendo acompanhada com batata ou arroz branco, ou como petisco.

Nos Açores, o polvo saboreia-se guisado ou estufado em vinho tinto ou de cheiro, e leva sempre malagueta. Também se serve polvo assado, sendo menos comum encontrar receitas de polvo cozido, variante pouco apreciada nas ilhas açorianas. A receita tem pequenas variações relativamente ao polvo guisado da ilha do Faial, sendo ambos muito apetitosos.

Polvo Guisado à moda do Faial (Açores)

polvo guisado

O polvo guisado é um dos pratos mais emblemáticos da cozinha tradicional açoriana, tendo uma confeção muito idêntica em todas as ilhas. Além do polvo guisado do Faial, a receita tradicional de S. Miguel é uma que ganha maior destaque na gastronomia do arquipélago, havendo poucas variações entre ambas. Todas as receitas de polvo guisado nos Açores levam malagueta na sua preparação, o que permite acentuar sabores, tornando este prato tradicional muito saboroso.

A par com o bacalhau, o polvo guisado é uma referência gastronómica do Natal açoriano, marcando presença quase obrigatória na ceia da Consoada. Tradicionalmente, o polvo guisado do Faial serve-se com batatas cozidas e pão de milho.

Sopas do Espírito Santo (Açores)

sopas do Espírito Santo

Entre as várias receitas de sopas açorianas, as mais populares são as do Espírito Santo, também conhecidas por Sopas do Império. Há quem afirme que estas sopas são características da ilha Terceira e do Faial, mas é possível encontrá-las em todas as ilhas, variando a receita consoante a freguesia.
Estas sopas integram a ementa da tradicional festa do Espírito Santo, sendo confecionadas entre o Domingo de Pentecostes e outubro. No último dia das celebrações, o sétimo Domingo depois da Páscoa, é feita a sopa do Espírito Santo, com carne e legumes, sendo distribuída com pão a todos os que não pertencem ao império local.
Na base da confeção desta sopa está o pão seco, que é barrado com manteiga e posteriormente coberto com a água em que se cozeu a carne.

Ingredientes:

Polvo Assado no Forno (Açores)

polvo assado no forno à moda dos Açores

O polvo é um alimento de excelência em termos nutricionais e nas utilidades culinárias que lhe podemos dar – cozido, frito, guisado, grelhado ou estufado, liga-se na perfeição aos demais ingredientes, criando pratos deliciosos. Mas, apesar de ter uma grande expressão na cozinha portuguesa, de serem várias as formas de o confecionar, da sua presença marcante (de norte a sul do país) na ceia da Consoada, as receitas de polvo que têm maior relevância gastronómica são as dos Açores. Exemplo disso é esta receita, que representou o arquipélago na eleição das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, na categoria dos pratos de peixe, tendo sido uma das finalistas.

O polvo assado no forno é confecionado em todas as ilhas dos Açores, de diversas formas, mas foi em Ponta Delgada, nas décadas 50 e 60 do séc. XX, que a receita adquiriu o estatuto que lhe permitiu tornar-se um ex-libris gastronómico, sendo um prato de referência na ceia de Natal.