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Sopa do Espírito Santo (Ilha Terceira)

sopas do Espírito Santo

As festas do Espírito Santo são realizadas desde a Idade Média e ocorrem tradicionalmente aos domingos, durante sete semanas depois da Páscoa. Num misto de profano e religioso, são celebradas em todas as ilhas dos Açores, com especial destaque na Ilha Terceira, onde o culto foi mais difundido. Têm o seu ponto culminante na sétima semana de celebração, quando ocorre um almoço, que é confecionado e distribuído pelos participantes (tradição que terá a sua origem na distribuição de pão aos pobres, pela Rainha Santa Isabel), no qual é servida a tradicional sopa do Espírito Santo – concorrente às 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa.
Também conhecida como sopa de carne, a receita difere de ilha para ilha, mas na sua base está sempre um caldo da cozedura de carnes, o pão duro e a  hortelã, que confere aroma e frescura à receita.

Ingredientes:

Sopas do Espírito Santo (Açores)

sopas do Espírito Santo

Entre as várias receitas de sopas açorianas, as mais populares são as do Espírito Santo, também conhecidas por Sopas do Império. Há quem afirme que estas sopas são características da ilha Terceira e do Faial, mas é possível encontrá-las em todas as ilhas, variando a receita consoante a freguesia.
Estas sopas integram a ementa da tradicional festa do Espírito Santo, sendo confecionadas entre o Domingo de Pentecostes e outubro. No último dia das celebrações, o sétimo Domingo depois da Páscoa, é feita a sopa do Espírito Santo, com carne e legumes, sendo distribuída com pão a todos os que não pertencem ao império local.
Na base da confeção desta sopa está o pão seco, que é barrado com manteiga e posteriormente coberto com a água em que se cozeu a carne.

Ingredientes:

Canja de Borrego Beirã

canja de borrego

A canja de borrego é uma sopa tradicional beirã, concorrente às 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa. A sua candidatura foi feita com o intuito de promover a carne de borrego da Beira, que é um produto de excelência desta região de Portugal.

A canja de borrego é tradicionalmente confecionada numa panela de ferro, com ingredientes que marcam os sabores da região, como o azeite, a cebola e a cenoura. Esta é uma sopa com um sabor forte, característico do borrego, muito estimada pelos apreciadores desta carne.

Canja de Galinha

canja de galinha

A canja de galinha é uma sopa típica portuguesa, extremamente simples de confecionar e muito reconfortante, sobretudo nos dias mais frios. Tem por base o caldo onde é cozida a carne, ao qual se junta arroz ou massa, dependendo da região e/ou costumes de quem faz a receita.
A esta sopa está associada a crença popular de que ajuda a restabelecer de doenças, especialmente a constipação. A canja é particularmente recomendada no tratamento da diarreia, a fim de combater a desidratação. Em certas regiões de Portugal, existe ainda a tradição de, depois do parto, as mulheres comerem somente canja durante algumas semanas.
Esta receita tradicional portuguesa é de origem asiática, tendo o nome derivado de kanji, um ensopado de arroz indiano típico da Província de Malabar, região onde fica atualmente Goa, antiga colónia portuguesa na Índia. Os portugueses terão aproveitado a popularidade desta mistura de água com arroz para criar uma sopa saborosa, incrementando a galinha, temperos e legumes.
Embora esta sopa seja uma refeição comum, durante todo o ano, à mesa de praticamente todas as famílias portuguesas, em regiões como Trás-os-Montes e Alto Douro é uma das receitas tradicionais de Natal.
A canja, além de ser muito saborosa, é uma receita prática, barata, simples de fazer e saudável, pois é nutritiva e tem poucas calorias, sendo-lhe reconhecidas igualmente propriedades anti-inflamatórias.

Ingredientes:

Negalhos (Miranda do Corvo)

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Negalhos é um prato de carne, típico da cozinha tradicional portuguesa, mais concretamente do concelho de Miranda do Corvo, na região centro do país.

Consta que a origem desta receita, tal como a Chanfana e a Sopa de Casamento dela derivada, também remonta à época da terceira invasão francesa. Como os franceses roubavam os rebanhos e a carne rareava, tudo era aproveitado, inclusive as tripas dos animais cozinhados. Experimentou-se, então, cozinhar as tripas segundo a receita da chanfana e o resultado foi positivo ao ponto de, ainda hoje, este prato se confecionar, sendo um dos ícones da cozinha tradicional de Miranda do Corvo.

Ingredientes: