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Pezinhos de Coentrada (Alentejo)

pezinhos de coentrada

Os pezinhos de coentrada são um dos muitos aperitivos de referência da riquíssimo cozinha tradicional alentejana. Como noutros comeres da região, também este prato transforma ingredientes simples em iguarias de eleição pelo prodígio dos alhos e dos coentros.

Este prato típico é geralmente servido sob a forma de sopas de pão, tão marcantes na  gastronomia do Alentejo. Existem várias formas de o preparar, algumas delas com carne de borrego, mas a receita original é feita com pezinhos de porco.

Lampreia à Bordalesa (Minho)

lampreia à bordalesa

Vendida a preços elevados, a lampreia é tida como uma iguaria requintada. Apesar dos problemas de poluição, as lampreias ainda vêm desovar nos rios de Portugal, particularmente no Minho, no Douro e no Tejo, apesar das acentuadas migrações desta espécie dwe peixe atualmnete em declínio. Fevereiro, março e abril são conhecidos como os meses da lampreia, que vem para os nossos rios a partir de dezembro.

A lampreia à bordalesa, a par do arroz de lampreia, é um dos pratos de eleição em que este peixe é o ingrediente principal. Esta receita em concreto, consiste num guisado, sendo a lampreia acompanhada também de arroz. A receita teve origem em França, na região de Bordéus – daí a designação bordalesa. Em Portugal, a receita sofreu alterações, tendo sido os alhos franceses substituídos por uma maior quantidade de cebolas, e o vinho de Bordéus por vinho da região.

Broa de Milho

Broa de Milho

A broa de milho, também designada pão de milho, é uma receita muito antiga, feita tradicionalmente em Portugal, na Galiza e no Brasil. Em Portugal, a designação deste tipo de pão depende da região do país – no Norte, usa-se o termo broa para os pães feitos com milho ou centeio, sendo que no Sul se adotou a designação de pão, termo que deriva do Latim panis.

A receita é feita com uma mistura de farinhas de milho e trigo, ou milho, trigo e centeio, às quais se adiciona a água e o fermento. Até há alguns anos atrás, a broa de milho mantinha a conotação herdada da Idade Média, quando era considerada um tipo de pão caseiro que os pobres consumiam no dia-a-dia, opondo-se ao pão branco (de trigo) consumido maioritariamente pelas gentes mais abastadas.