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Coelho à Caçador (Porto Santo)

coelho à caçador (Porto Santo)

Embora não sendo uma receita tradicionalmente marcante, o Coelho à Caçador da Ilha de Porto Santo tornou-se numa referência gastronómica da Madeira, ao ser apresentada a concurso nas 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, sendo um dos pratos finalistas na categoria de caça.

Na Madeira está implementada a cultura de caça, tal como em Portugal continental, mas não existe a caça grossa, característica de  animais de grande porte. A época tradicional da caça é muito diminuta, abrangendo apenas os meses de setembro e outubro.
O coelho bravo de Porto Santo (e da Madeira, em geral) tem um sabor característico, conferido pelas condições naturais da região, como a forte influência da maresia.

Cataplana à Algarvia

cataplana à algarvia

A cataplana é uma das receitas mais representativos da cozinha tradicional algarvia. Este prato aromático tem como ingredientes principais amêijoas, presunto, tamboril, alhos, cebolas e azeite, cozinhados numa cataplana, uma panela de cobre com uma tampa fixa, de origem árabe e característica na região do Algarve, que retém o sabor dos alimentos. Esta forma simples de cozinhar a vapor resulta num dos mais saborosos e apreciados pratos da região. Esta receita tradicional é uma das principais atrações do Festival do Marisco, em Olhão, um dos mais importantes eventos gastronómicos do Algarve. A cataplana é também um dos pratos típicos da região para celebrar a chegada do Ano Novo.

Ingredientes:

Arroz de Lampreia (Entre-os-Rios)

arroz de lampreia

Surgem cada vez mais novas formas de cozinhar a lampreia, mas as receitas tradicionalmente portuguesas são o arroz de lampreia, cujas receitas mais famosas são as do Minho, e a Lampreia à Bordalesa.

A receita de arroz de lampreia de Entre-os-Rios é uma das várias receitas minhotas deste prato tradicional, cuja principal particularidade é a inclusão de ingredientes como o  vinho maduro tinto, o presunto e o salpicão.

Tripas à moda do Porto

tripas à moda do Porto

Tripas à moda do Porto é o prato mais tradicional da cidade do Porto, sendo confecionado com diferentes tipos de carne (mão de vitela e chispe de porco), tripas (folhos, favos e touca – ou seja, dobrada, como se designa nas regiões mais a sul de Portugal), enchidos diversos e feijão branco. Este prato de carne, afamado aquém e além fronteiras de Portugal, foi um dos finalistas das 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa.

A receita remonta ao final da Idade Média e está intimamente relacionada com a história da cidade e dos seus habitantes. Além de ser uma das glórias do Porto, o prato daria o nome aos habitantes da cidade, conhecidos vulgarmente por tripeiros.  Na altura em que foi criada a receita, a carne não tinha os acompanhamentos da receita atual, até porque o feijão foi introduzido em Portugal após esta época, já na sequência dos Descobrimentos Portugueses; na época, as tripas eram simplesmente acompanhadas com fatias de pão escuro. De entre as várias lendas associadas à criação do prato, a que parece ser efetivamente verídica é a de que o povo, aquando da partida das naus para os Descobrimentos, terá respondido ao apelo  do Infante Dom Henrique, fornecendo as embarcações e enchendo as barricas de madeira com carne salgada. Para o seu consumo, a população ficou somente com as miudezas para confecionar, incluindo as tripas. Foi com elas que tiveram de inventar alternativas alimentares, surgindo assim este prato, também ele símbolo da capacidade de resistência e adaptação da população portuense.

Caldo Verde Tradicional

caldo verde

O caldo verde é uma sopa tradicional portuguesa que, embora com algumas variações, é transversal às diversas regiões de Portugal. Independentemente de levar chouriço ou salpicão, de ser acompanhada com broa ou servida simples, o que é genuíno no caldo verde é a forma característica de cortar muito finamente a folha da couve (tradicionalmente couve portuguesa), sendo esta adicionada a um saboroso puré de batata e condimentada com azeite.

Ingredientes: