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Sopa da Pedra (Almeirim)
A Sopa da Pedra é uma sopa tradicional da cozinha portuguesa, originária de Almeirim, em Santarém, no centro de Portugal. É uma sopa consistente e rica, feita à base de carne, enchidos, feijão, couve, batatas e cenoura. Tradicionalmente, coloca-se a pedra, bem lavada, no fundo da terrina e, depois de comida a sopa, guarda-se a pedra para a próxima vez que for confecionada.
A designação desta sopa encontra-se em muitas culturas ocidentais e tem como base um conto tradicional que apresentamos no final da receita, que nos diz ter sido um frade lambareiro e espertalhão o primeiro homem a confecioná-la.
Sendo um dos pratos típicos da região ribatejana e um dos ícones da cozinha tradicional, a sopa da pedra foi um dos pratos finalistas nas 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa.
Ingredientes:
(para 6 a 8 pessoas)
- ½ kg de feijão-encarnado (feijoca)
- 1 cebola
- 2 cenouras
- 1 couve-lombarda
- 1 farinheira
- 1 folha de louro
- 1 ramo de coentros
- 2 dentes de alho
- 250 g de carne de vaca
- 400 g de batatas
- 60 g de chouriço
- 60 g de morcela
- 800 g de carne de porco (orelha, pés e toucinho)
- sal e pimenta a gosto
Confeção:
De véspera raspe e limpe bem a orelha e os pés de porco e salgue-os. Ponha o feijão de molho.
No dia da confeção, leve o feijão a cozer, juntamente com o louro. Tempere com sal e pimenta. Junte mais água, se for necessário.
À parte coza as carnes e os enchidos (à exceção da farinheira, que deve cozer em separado).
À medida que forem cozendo, vá retirando as carnes sucessivamente, visto que a carne de porco coze mais depressa que a de vaca, o mesmo acontecendo com a morcela em relação ao chouriço. Corte as carnes e os enchidos em pedaços.
Logo que se retirarem todas as carnes, junte a couve, as cenouras, a cebola, todas elas cortadas em pedaços, os alhos picados, e algum tempo depois as batatas também em pedaços.
Depois de cozido, retire 2 conchas de feijão e reduza-o a puré.
Quando os legumes estiverem cozidos, junte-lhes os feijões inteiros e os passados. Deixe ferver todos os ingredientes, para apurar, e retifique o sal. Acrescente também os coentros picados e a pimenta.
Depois de frios, corte os enchidos em rodelas finas.
Tire a panela do lume e introduza as carnes previamente cortadas.
No fundo da terrina onde vai servir a sopa, coloque uma pedra, tipo seixo, bem lavada. Decore com coentros picados e sirva quente.
Chanfana (Miranda do Corvo)
A Chanfana é um prato da região centro de Portugal, com um lugar de destaque no receituário da cozinha tradicional pelo sabor e aroma de excelência, apesar da simplicidade dos seus ingredientes, sendo a preparação apurada ao longo dos tempos. A receita, que deve ser preparada de véspera para tomar o sabor dos temperos, é feita à base de carne de cabra, devidamente condimentada, temperada e totalmente coberta com vinho tinto de boa qualidade. O acompanhamento típico deste prato é a tradicional batata cozida com pele, embebida no molho intenso da carne. Há quem diga que a chanfana é ainda melhor se for reaquecida e comida no dia seguinte ao do preparo.
A receita terá nascido em Semide, uma freguesia do concelho de Miranda do Corvo, que é atualmente conhecido por ser a capital da Chanfana. Também é conhecida como Carne de Matrimónio, por ser tradicionalmente servida em todos os casamentos na região, ou Lampantana, na região da bairrada. Pensa-se que terá sido um prato criado pelas monjas do Mosteiro de Santa Maria de Semide que, durante as invasões francesas, para evitar que os franceses lhes roubassem os rebanhos, mataram os animais e os cozinharam. Como os franceses tinham envenenado as águas, as monjas utilizaram vinho na confeção.
Bola de Carne de Lamego
A bola de Lamego é uma das iguarias mais genuínas e distintas da cozinha tradicional portuguesa, sendo um prato típico da região que lhe dá o nome - Lamego. Existem variantes da bola, podendo esta ser de presunto (ex-líbris da gastronomia local), salpicão, sardinha, bacalhau, carne ou fiambre, mas a receita tradicional é a de carne.
A bola consiste numa espécie de pão de massa fofa recheada com um dos ingredientes principais e pode ser servida como entrada, petisco, lanche ou refeição ligeira. Foi uma das candidatas às 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal, na categoria de entradas.
Tripas à moda do Porto
Tripas à moda do Porto é o prato mais tradicional da cidade do Porto, sendo confecionado com diferentes tipos de carne (mão de vitela e chispe de porco), tripas (folhos, favos e touca - ou seja, dobrada, como se designa nas regiões mais a sul de Portugal), enchidos diversos e feijão branco. Este prato de carne, afamado aquém e além fronteiras de Portugal, foi um dos finalistas das 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa.
A receita remonta ao final da Idade Média e está intimamente relacionada com a história da cidade e dos seus habitantes. Além de ser uma das glórias do Porto, o prato daria o nome aos habitantes da cidade, conhecidos vulgarmente por tripeiros. Na altura em que foi criada a receita, a carne não tinha os acompanhamentos da receita atual, até porque o feijão foi introduzido em Portugal após esta época, já na sequência dos Descobrimentos Portugueses; na época, as tripas eram simplesmente acompanhadas com fatias de pão escuro. De entre as várias lendas associadas à criação do prato, a que parece ser efetivamente verídica é a de que o povo, aquando da partida das naus para os Descobrimentos, terá respondido ao apelo do Infante Dom Henrique, fornecendo as embarcações e enchendo as barricas de madeira com carne salgada. Para o seu consumo, a população ficou somente com as miudezas para confecionar, incluindo as tripas. Foi com elas que tiveram de inventar alternativas alimentares, surgindo assim este prato, também ele símbolo da capacidade de resistência e adaptação da população portuense.
Espargos com Ovos (Alentejo)
Os espargos com ovos mexidos são um prato tipicamente alentejano que serve de entrada para uma refeição marcada pela tradição e requinte. Foi um dos pratos concorrentes às 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal, na categoria das entradas.
Os espargos poderão ser bravos, de conserva ou de cultura, embora o prato fique com um paladar ainda melhor se forem usados espargos bravos na sua confeção.









